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imprensa em foco | mídia | cultura | perfil leitor | e-mail | expediente anteriores | inicial Vamos dominar o mundo! Ruth Pimentel Pinky e Cérebro são dois ratos de laboratório, ou melhor, "camundongos alterados geneticamente". São personagens de um desenho infantil que, com a inconfundível frase "vamos conquistar o mundo", adquiriram prestígio em cada uma de suas aventuras frustradas. O telespectador torce ao assistir cada episódio para que eles consigam realmente "dominar o mundo"; tudo em vão. O cartum pode ser aplicado à vida do leitor. Este pensa ser um crítico de toda mensagem que recebe, quando, na verdade, não passa de um sonhador bombardeado diariamente por conceitos e opiniões preestabelecidas. Hoje, a concorrência de outros meios, jornais e revistas, levam as informações mais para o lado da competição do que a informação. Constroem na visão do leitor uma sensação de suprimento das necessidades, apenas pelo simples fato de iludir os leitores. Desrespeitando coisas básicas, como a opinião alheia. Para atingir o público de forma mais rápida, também usam vocabulário chulo e acumulam tendências explícitas. É puro charlatanismo. É mediocridade. E, acima de tudo, um desrespeito ao leitor. Ser conquistador do mundo não consiste apenas em descobrir o que motiva o crescimento pessoal e não o colocar em prática. Muito menos ser simplesmente mais um receptor da informação, que muitas vezes recebe informação deturpada ou inverídica. Ao absorver as mensagens deixadas diariamente, buscando um parâmetro que defina o que realmente é relevante, o leitor passa então a obter um diferencial, tornando-o responsável pelo seu crescimento e desenvolvimento. O impacto causado pelas mídias impulsiona o mercado e deturpa a realidade. Os meios de comunicação, com a gana de disseminar alguns concorrentes, usam até seu veículo para publicar matérias e fotos sem relevância jornalística. É certo dizer que a imagem fala mais do que mil palavras? O correto é que outros cobrem os fatos com outro ângulo usando apenas a justificativa de que não passa de uma estratégia para conquistar o público-alvo. A tecnologia leva-nos a questionar as palavras, as frases e os parágrafos soltos aleatoriamente, pelos meios de comunicação que, inicialmente, surgiram para ser instrumentos educativos. Entretanto, para os futuros mestres da sociedade, hoje crianças, os meios de comunicação chegam a ter maior credibilidade e prestígio que os professores e familiares. Para um profissional ser considerado laborioso, ele deve no mínimo respeitar a inteligência do seu cliente; no caso da mídia, o público. Ela usa os recursos disponíveis somente para investimentos financeiros. Os mass media devem, mesmo com as dificuldades resultantes a questão da audiência, procurar ângulos humanitários ou enfoques que girem em torno de um futuro melhor. Com isso, o leitor será bem menos seduzido e impulsionado a consumir o que não é tão importante.
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