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regional, qualidade nacional Katianne
Jouguet Os jornais regionais podem ser considerados jornais de grande diversidade de conteúdo. O fato de serem de determinado Estado ou região do
País, não os torna inferiores aos outros veículos de circulação nacional. Esses, apenas segmentam o público e setorizam a maioria das notícias, se mantendo ricos em conteúdo. Os impressos
Correio Popular e Diário do Povo, ambos do interior de São Paulo, serão analisados com o intuito de comprovar a eficácia da comunicação regional.
Embora integrantes do mesmo grupo, a Rede Anhangüera de Comunicação (RAC), os dois periódicos, fundados por Álvaro Ribeiro, apresentam determinadas distinções que devem ser consideradas. É relevante ressaltar que o
Correio Popular e o Diário do Povo são voltados para a região metropolitana de Campinas com cerca de dois milhões habitantes. Sendo que Campinas é a terceira cidade do Brasil com mais leitores de jornais. Esses dados são importantes para se analisar de uma maneira geral, o grau de leitura da região dos outros impressos nacionais.
O
Diário do Povo foi o primeiro a ser fundado, em 1912. Sua política editorial sempre foi para o fortalecimento da cidadania. Porém, seu principal enfoque é a cobertura jornalística esportiva e assuntos culturais. Logo, o leitor se sente atraído para a sua leitura. Não é à toa que 54% dos leitores são do sexo masculino.
Os fatos políticos e econômicos, no entanto, não deixam de ser divulgados. Numa linguagem concisa e objetiva, o leitor é informado. Mas, o que interessa ao
Diário do Povo é apresentar majoritariamente notícias de cunho esportivo e cultural.
Tal veículo atinge às classes sociais B e C, e circula em 21 cidades: Campinas, Valinhos, Vinhedo, Indaiatuba, Monte Mor, Hortolândia, Sumaré, Nova Odessa, Santa Barbara, Americana, Paulínia, Jaguariúna, Pedreira, Sto. Antônio de Posse, Cosmópolis, Holambra, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Artur Nogueira e outras que compõem a região metropolitana de Campinas.
O Diário está em 2.º lugar no ranking de jornais mais lidos em Campinas, atingindo 20% dos leitores de veículos impressos. Seu custo é baixo. Um exemplar custa 0,75 centavos. A partir deste ano, o veículo cortou as assinaturas, ampliando seu horário de fechamento e possibilitando informações mais quentes.
Para atingir um público mais intelectual, foi criado o jornal Correio Popular em 4 de setembro de 1927. É o jornal mais lido em Campinas, com 76% dos leitores, em sua maioria das classes A e B. Logo em seguida, aparecem os jornais
Diário do Povo (23% dos leitores), Folha de S. Paulo (21%) e
O Estado de S. Paulo (10%). Ao todo, o Correio Popular possui 311 mil leitores. Destes, 53% são mulheres. O diário líder tem eficiente persuasão na faixa etária jovem, e 50% dos leitores têm idade entre 20 e 39 anos.
O
Correio Popular, por ter circulação maior que a do Diário do
Povo, alcança 45 cidades ao redor de Campinas. Sua tiragem é 66 mil exemplares aos domingos e
48 mil nos dias úteis. O impresso tem os seguintes cadernos: 1.º Caderno; Economia; Internacional; Cidades, Caderno C, Caderno Turismo; Esportes; Classificados, Jornal Motor. Aos domingos, se inclui no jornal a
Revista Metrópole, voltada para as classes A e B.
Com quase 77 anos de existência, o Correio Popular se diferencia por elaborar reportagens de cunho investigativo e que visam denunciar os trâmites ilegais da política e de órgãos públicos. É necessário prezar pelos direitos do cidadão. Ao contrário do
Diário do Povo, o Correio Popular se fixa em assuntos políticos, econômicos, científicos e comerciais.
Conclui-se que tais veículos regionais não podem ser menosprezados. Além de possuírem um alto nível de leitura, abrangem, de certa forma, toda uma população. Um impresso é voltado mais para o cultural, enquanto o outro para a política e economia. No entanto, os dois têm uma linguagem específica para cada público-alvo, não desprezando a informação como formadora da comunidade. Logo, um veículo completa o outro.


criação: lisandro staut |
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