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Leitura
essencial indiscriminada
Katianne Jouguet
No Brasil, 58,8% da população assiste televisão. Logo depois, segue o jornal impresso com 18,8%. Ou seja, mais de 1 milhão de leitores. Apesar de ser uma pequena parcela da população, comparada a mais de 4 milhões de pessoas que assistem TV, essa quantia irrisória de pessoas não deve ser menosprezada.
Neste ínterim, existem alguns periódicos que atingem esse público. Falar em jornais de circulação nacional é pensar na
Folha de S. Paulo e seus concorrentes.
A Folha de S. Paulo foi fundada em 1921. Na fase atual, tem como presidente Luís Frias e como diretor editorial Otavio Frias Filho. O impresso comporta os cadernos: Cotidiano, Dinheiro, Esportes, Ilustrada, Opinião, Turismo, Imóveis, Agrofolha, Informática, Classifolha Empregos, Veículos, Folhinha, Mais, Mundo, e outros.
O jornal que sustenta o lema, "Um jornal a serviço do Brasil", preza por um texto com informação verdadeira, interpretações cabíveis a essa informação e pluralidade de opiniões sobre os fatos. Esse tipo de padronização editorial fez com que a
Folha mantivesse sua credibilidade e aumentasse o seu número de circulação.
Hoje, a Folha de S. Paulo e o Estadão "brigam" pelo maior patamar da audiência. Na opinião do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, "A
Folha, fundada em 1921, (...) foi o jornal que maior crescimento conheceu, tanto do ponto de vista comercial e de circulação, quanto do de prestígio e influência, nos últimos 20 anos no Brasil."
Nota-se a influência que a Folha exerce em seus artigos. Sua posição crítica sempre é notável, principalmente em relação às notícias que envolvem política e economia.
"Lamentavelmente, ao optar por 'construir credibilidade' abraçando de forma ortodoxa a agenda dos mercados financeiros, o governo petista abdicou das mudanças prometidas e tornou-se refém do compromisso assumido. Com isso vão se frustrando as esperanças de que a economia possa, enfim, transitar da lógica financista para a esperada ênfase na produção e no emprego". (editorial da
Folha de S.Paulo, 29 de fevereiro de 2004).
O Estado de S. Paulo, seu principal concorrente, costuma adquirir sempre uma posição contrária ao governo atual. No entanto, este diário preza mais em enfocar as notícias internacionais. Diferentemente, a
Folha de S. Paulo dá mais ênfase aos assuntos de vigência nacional.
Todavia, nenhum desses veículos estão passíveis de erro. A minoria que os lê, precisa ficar atenta aos fatos de maneira geral. A imparcialidade da informação é buscada tanto no
Estadão quanto na Folha, mas não totalmente alcançada. Resta ao leitor formar o seu próprio senso crítico. O melhor caminho ele já tomou - a leitura.


criação: lisandro staut |
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