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O
correio da capital deles
Danielson Roaly
"Os americanos não sabem o que nós somos". Essa frase foi dita por um amigo que morou durante três anos nos Estados Unidos. Ele afirmou que os americanos imaginam que o Brasil é uma grande selva amazônica, onde tem carnaval o ano inteiro, e só jogam futebol.
Baseado nessas informações, conclui-se que além de não saberem quem somos, os americanos também não lêem jornal. Ao menos o sensacionalista
The Washington Post. Talvez seja por que o correio tradicional esteja ultrapassado, pois estamos na era dos
e-mails.
Mas se lessem o Washington Post saberiam que o Brasil é um país que pode produzir bombas atômicas suficiente para destruir os Estados Unidos. Mesmo o Brasil tendo aliança militar com os americanos. Teriam também a mentalidade de que a música nostálgica de Caetano Veloso é um padrão nacional, pelo menos é isso que eles passam. E por fim, um país que não aceita a ALCA por causa das tarifas americanas, e tem um governante que não merece confiança.
Essas informações são questionáveis, mas são as que podem ser lidas nas editorias, nas colunas e nos artigos do jornal. Eles demonstram realmente não conhecer o Brasil. Mas se pode afirmar que possuem uma leve noção. No veículo, a única coisa que pode assinar embaixo com certeza são os elogios feitos aos atletas brasileiros. Pois existe uma "super ênfase" em matérias esportivas, principalmente acerca da seleção brasileira de futebol.
Por outro lado o The Washington Post dá grande espaço e importância para a política brasileira, mesmo não confiando em nossos governantes. No ano de 2002, logo após a eleição do presidente Luís Inácio Lula da Silva, o jornal dedicou o editorial para manifestar as preocupações quanto aos rumos que o Brasil tomaria após o acontecimento.
Apesar de tanta ênfase errada, ainda possui grande abertura para que vários profissionais, além de jornalistas, escrevam artigos no jornal. Foi o que aconteceu recentemente com o presidente da Venezuela, Hugo Chaves.
Talvez se o episódio ocorrido com o jornalista do NY Times fosse no Washington
Post, o presidente do Brasil receberia o mesmo espaço como direito de resposta, pois o jornal está muito interessado, principalmente, em sensacionalismo.
Mesmo produzindo muitos artigos e matérias a respeito do Brasil, o jornal americano utiliza agências internacionais. Eles compram matérias principalmente da Reuters e da AP, quando deveriam comprar da Folha e do
Estadão.


criação: lisandro staut |
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