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 Crítica e solução
Emerson de Souza
A educação no Brasil enfrenta crises, greves, paralisações e passeatas durante décadas. Essas são algumas das formas "desesperadas" que alunos e professores fazem para atrair a atenção do governo e do povo para o que ocorre com a educação do País. Alguns meios de comunicação trabalham para levar às pessoas o acesso a essas informações.
O caderno de educação do jornal Folha de S. Paulo traz matérias de cunho equilibrado mostrando as mazelas que a educação enfrenta no Brasil tanto no setor público quanto no privado. Os jornalistas mostram o "caos" que se encontra a educação brasileira. Mas, como "nem só de crítica vive o homem", eles informam os resultados de vestibulares e até algumas propostas construtivas para melhorar a educação.
Alguns exemplos dos enfoques do caderno foram os da primeira semana da
outubro, que abordaram as greves dos professores estaduais do Maranhão e Paraná; a crise das PUC (Pontifícias Universidades Católicas); e as novas propostas do Ministério da Educação para o ensino superior. Sutilmente, eles conduzem o leitor a entender que, na verdade, as coisas estão sendo dirigidas pelo governo e pela iniciativa privada.
Mostrar erros é sempre muito fácil. A maior parte dos meios de comunicação falha no quesito soluções, e a
Folha não fica de fora. Apresentar o aspecto negativo das questões é necessário, pois cria nas pessoas um certo desconforto que leva à exigência de mudanças. Esse é um reforço negativo, mas quando se apresentam soluções e propostas de mudanças, a tendência é uma reação motivada, que impulsiona o leitor a pensar em alternativas para alcançar tais objetivos.

criação: lisandro staut |
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