|
|
|
editorial
| ombudsman | debate
| imprensa
mídia |
cultura | perfil |
nostalgia |
opinião
em
tempo | olho vivo | leitor
| e-mail | expediente
anteriores
| próximas edições | inicial
Crise
sem demissões
Vanessa Candia
Em meio a um turbilhão de demissões, algumas empresas jornalísticas contornam a crise, procurando não afetar seus funcionários. Pelo menos foi o que disse Domingo Alzugaray, diretor da Editora Três, em entrevista
à revista Imprensa. Segundo ele, a editora não demite funcionários, a menos que por justa causa.
Para enfrentar a crise, iniciada em 2001, a Editora Três não substitui cargos vagos - alguns por transferência de setor, outros por pedido de demissão. No entanto, o que parece algo compensador para a empresa pode gerar alguns transtornos para os funcionários. A insuficiência de profissionais acaba sobrecarregando o restante e estes ganham o mesmo para realizar o trabalho de dois.
Maria Goreti, editora da revista IstoÉ, em entrevista ao Canal, disse que com a crise, são raros os pedidos de demissão. "Nesse período, somente 'figurões' do jornalismo podem se dar ao luxo de ficar pulando de um veículo para outro", comenta Goreti.
A editora tomou medidas aparentemente pequenas, mas que no final das contas geram uma economia considerável. Tome-se como exemplo o fechamento mais cedo da revista, economizando com táxis - que a empresa paga para os funcionários que permanecem até a madrugada -, economia nos papéis e impressões e outras.
A editora possui cerca de seis títulos, entre estes os mais recentes a
IstoÉ Dinheiro, e a IstoÉ Gente. A primeira teve uma aceitação entre o público com mais de 40 mil assinaturas, entre 15 e 20 mil de vendas em bancas, totalizando uma tiragem semanal de cerca de 80 mil exemplares. Na entrevista à
Imprensa, Alzugaray menciona que tem planos para abertura de novas revistas, basta a crise passar.
Alguns investimentos estrangeiros, entre eles duas editoras européias rondaram a Três, mas nada foi confirmado, disse Alzugaray. Mesmo com o surgimento da revista
Época, a IstoÉ, carro-chefe da editora, resistiu a sua concorrente.
Mas essa crise tende a amenizar com a chegada das festas de fim-de-ano, porque as publicidades aumentam e conseqüentemente trazem mais lucro, diz Goreti. Entretanto, isso não é um sinal de abertura de empregos no mercado. Conforme o próprio Alzugaray, "que estamos apertando o cinto, estamos".

criação: lisandro staut
|
|