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Periódico abençoado

Vanessa Candia


A onda evangélica que inundou o Brasil abriu um mercado lucrativo. Emissoras de televisão e rádios, gravadoras e revistas são exemplos da ampliação deste segmento.

Devido ao crescimento, era necessário alguma mídia que atendesse a necessidade deste público. Surge então em novembro de 1995, a revista Vinde (Visão Nacional de Evangelização), que se tornaria em 1998 a Eclésia. Desde então se tornou uma importante revista dentro - e fora também - do mundo evangélico. Possui uma tiragem de cerca de cem mil exemplares entre assinantes e vendas em bancas de revistas.

Seguindo o padrão de revistas de grande circulação como Veja e IstoÉ, a Eclésia traz assuntos atuais, mas numa cosmovisão cristã. Procura abordar assuntos polêmicos que vão contra os princípios de uma conduta religiosa. Destacam-se temas como aborto, homossexualismo, discriminação racial, entre outros, sempre tratados com seriedade. 

Pessoas de relevância, tanto no contexto evangélico como pastores e missionários, já fizeram parte dos entrevistados, entre os quais o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Estudiosos e pesquisadores cristãos, também já fizeram parte da seção.

Inicialmente dirigida por Jorge Antonio Barros, em seus oito anos de existência, a Eclésia teve somente duas mudanças na direção. Em 1998, Omar de Souza, ex-editor assistente, assume o cargo de diretor de redação, permanecendo até 2000. Em 2001, Carlos Fernandes, também ex-editor assistente, assume o cargo de diretor de redação. Curiosa coincidência.

Os títulos das matérias como, "Catedral na fogueira", "Em nome dos perseguidos", "Doutores abençoados" aumentam a identificação ainda maior com o seu público-alvo. A linguagem, digamos assim, pentecostal atrai leitores dos segmentos das mais variadas denominações.

Grande parte do conteúdo é trazido ao leitor em forma de artigos escritos por nomes conhecidos no meio evangélico e na mídia secular. Entre eles, o jornalista investigativo Percival de Souza e Délis Ortiz, repórter da Rede Globo. Personalidades importantes já passaram pelas páginas da Eclésia como Paulo Coelho, o sociólogo Betinho e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Como já foi mencionado, Eclésia segue o padrão de revistas conhecidas. Isso não foge à regra com relação à publicidade. Grande parte da revista é de anúncios de CDs e livros de evangélicos de todas denominações.

Outras seções assemelham-se à editoria de Cultura, mas é claro, cultura evangélica. Lançamentos e resenhas de livros, CDs e shows informam o leitor das novidades do mercado.

A revista, em seus oito anos de existência, tem suprido as necessidades do seu público. Cada vez mais lida, Eclésia se tornou uma verdadeira "benção". Palavras dos leitores.

                                       


criação: lisandro staut