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Cinema
em foco
Danielson Roaly
Sexo, amor e traição. Este já não é o perfil do cinema brasileiro. Desde
1997, com a produção de Central do Brasil, as produções nacionais ganharam grande projeção internacional. A mídia passou apresentar com maior freqüência os nossos filmes. Depois deste tivemos outras produções que caíram na graça do público internacional. Entre eles, citamos
Carandiru (2003) e Cidade de Deus (2002).
A ascensão das produções brasileiras pode ser percebida ao analisarmos a revista
Zoom Magazine, um dos maiores periódico de cinema dedicado ao assunto. Ela levanta o inexperiente mercado cinematográfico do Brasil. Dedica espaço a divulgação de eventos, mostras e festivais de cinema.
A revista enfatiza aspectos técnicos e novidades do mercado em que possui grande divulgação de produções internacionais. Infelizmente, ela dá mais destaque ao mercado exterior, devido ao cinema brasileiro não possuir conteúdo de qualidade a ser divulgado - segundo julgamento da revista. Por este aspecto, vez ou outra a revista comenta algo sobre as famosas pornochanchadas.
A falta de conteúdo várias vezes é suprimida na divulgação de médios e curtas-metragens e também de seriados nacionais. A
Zoom sempre se preocupou em divulgar o cinema nacional. Não fez mais, por não ter o que apresentar. Se o conteúdo nacional não foi de bom gosto é culpa das próprias produções.
Agora, com essa ascensão, talvez tenha o que divulgar a respeito do cinema nacional. Pois estamos entrando num período de produções cinematográficas. Se a
Zoom Magazine não reverter o espaço do cinema internacional ao cinema nacional passaremos a questionar o objetivo e a qualidade do periódico.


criação: lisandro staut |
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