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Judaísmo
nazista
Danielson Roaly
Muito se fala do ódio nazista contra o povo judeu. Diversos filmes apresentam a problemática antijudaica em que este povo é colocado como vítima de grandes atrocidades. Mas imagine se a situação fosse inversa. Se o poder fosse entregue aos judeus logo após a diáspora. O que ocorreria? O ódio nazista se tornaria judeu. A matança agora seria revertida, acabaria tendo como selo não a suástica, mas quem sabe, a estrela de Davi. Os povos são diferentes, mas a ideologia é a mesma. "Olho por olho, dente por
dente."
Podemos confirmar essa afirmação nas páginas da revista Shalom. É um periódico trimestral, publicado pela Editora Shalom, destinado à comunidade judaica. Em suas páginas são tratados assuntos, pertinentes apenas a esta comunidade, apresentando um viés que incita sutilmente uma revolta contra os cristãos. Ela projeta os acontecimentos dos doze longos anos do período nazista que culminou com a dispersão dos judeus, como se fosse algo de responsabilidade de todo o mundo cristão.
A revista Shalom possui um vocabulário compreensível apenas a um conhecedor do judaísmo. Com isto apregoa uma segregação social entre judeus e cristãos, e entre judeus e judeu-cristãos.
Na revista de n.º 305, uma matéria intitulada "Por amor a Jesus", de Vince Beiser, faz uma forte crítica ao cristianismo e o judaísmo-cristão.
"Tudo parece característico de um típico lar judaico de classe média nos
Estados Unidos, exceto por um detalhe: Mattheu e seus pais são judeus messiânicos, seguidores de uma fé
sui generis, que aceitam Jesus como filho de Deus e Salvador da humanidade, e que mesmo assim se consideram judeus tanto do ponto de vista étnico quanto
religioso."
Nesse artigo é colocado que um verdadeiro judeu se mantém distante da comunidade cristã. Nem ao menos permite que seus filhos tenham amizades com crianças da mesma etnia. Afirmam que somente assim terão os costumes preservados.
No entanto, a revista Shalom não é a única entre vários outros periódicos da comunidade judaica. Dois exemplos de boas literaturas nessa comunidade são as revistas
Morashá (que significa "herança espiritual") e O Hebreu.
A revista Morashá, também de periodicidade trimestral, busca fortalecer a identidade da comunidade judaica, apresentando suas ideologia de modo coerente. É uma revista jornalística que aborda aspectos culturais de uma sociedade que busca resgatar suas heranças espirituais, mesmo estando inclusa numa sociedade cristã. Apresentando as leis e tradições, a sabedoria e a ética judaica e dando uma pitada da ciência e do turismo, a revista consegue cativar o interesse do leitor.
A problemática do antijudaísmo e do holocausto é tratada de maneira histórica, em que são apresentados fatos e comprovações, dando base ao posicionamento da revista. O mesmo não ocorre com a
Shalom, que é mais opinativa. Os judeus são colocados como vítimas, pois a história assim diz. Mas a revista não faz disso, motivo para incitar o povo judeu contra o povo cristão.
Outro periódico é a revista O Hebreu. Essa revista mensal possui um enfoque bem social, principalmente para comunidade judaica brasileira. Poderíamos compará-la
às revistas como
Caras ou Quem, que enfocam socialites. No caso, socialites judeus. Mas seria injusto dar apenas esta característica. Ela tem bons artigos, que tratam principalmente da preservação dos costumes milenares desta comunidade.
Ambas revistas, O Hebreu e Morashá, podem ser lidas por pessoas que buscam conhecer mais sobre os hábitos e o estilo de vida
judeus. É claro que existem alguns jargões que apresentam uma certa dificuldade para a compreensão, mas nada que tire o bom gosto das revistas.

criação: lisandro staut |
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