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Pelas ondas da guerra
Leandro Oliveira
Que
a Guerra do Iraque será manchete e destaque por todas as mídias, não é novidade. Por sua facilidade e agilidade, o rádio recebe atenção especial mesmo com a expansão em massa da internet. O envolvimento do
veículo rádio em guerras lembra a produção do filme Bom Dia,
Vietnã, dirigido por Barry Levinson e estrelado por Robin Willians e Forest Whitaker no elenco.
O filme conta a história do disc-jockey Adrian Cronauer, que em 1965 foi chamado pelas forças armadas dos Estados
Unidos para comandar programas na Rádio Saigon, dirigida pelo governo americano. Cronauer abria todos os dias a programação com muita vibração e um forte "bom dia, Vietnã!". O programa de rádio tocava músicas que se identificavam com os soldados e desaprovadas por seus superiores.
Apesar de absurda, a história do filme Bom dia, Vietnã tornou-se
realidade. Diferentemente de Barry Levinson, que recebeu um orçamento de 13 bilhões de dólares para estrelar no filme, o protagonista das ofensivas ao Iraque, George W. Bush, investe valores absurdos, para produzir suas cenas de terror. Embora não trabalhe com astros do cinema, Bush dita ordens suicidas a centenas de anônimos, camuflados atrás de uma farda.
Como em Bom dia, Vietnã, o rádio terá sua importância nesta guerra. Apesar de talvez não conter um programa específico para os combatentes como apresentado no longa-metragem, da mesma forma as ondas do rádio se encarregarão de espalhar as notícias da guerra. Todas as localidades, por menores que sejam, receberão informações. Nos grandes centros urbanos, até em um pequeno vilarejo, o rádio estará presente.
Tendo em vista a proporção do alcance da notícia, encontramos pessoas que, apesar de estarem em pleno século XXI, pouco se envolvem com a realidade mundial, não
conhecem os motivos que estariam ocasionando os conflitos.
Por meio do "radinho de pilha", as conseqüências de uma guerra não param com os ataques, elas atravessam fronteiras e cruzam os mares levando consigo as notícias
- mas também o medo e terror dos ataques. Mesmo os que desconhecem os motivos da guerra acabam tendo conhecimento do que ela produz.
A tensão tem alarmado a todos. Com a mesma alegria que motivava Adrian Cronauer, a nação quer ouvir
por meio dos radinhos, o fim de desentendimentos por interesses pessoais e novamente escutar em alto e bom som, "bom dia, paz!".

criação: lisandro staut |
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