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Por que não comprar pela internet?

Dalvina Nascimento

Muitos anos se passaram desde a primeira revolução comercial, quando a moeda foi introduzida como uma forma de troca. Não era mais necessário possuir um bem para trocá-lo por outro de mais valor. As moedas seriam utilizadas para comprar qualquer bem desejado que equivalesse ao seu valor.

Surgem os burgueses, hábeis comerciantes que rapidamente acumularam muitas riquezas. Com o crescimento da demanda, a forma tradicional de produção já não dava vazão às necessidades comerciais. A humanidade, então, dá mais um grande passo; a revolução industrial. Os japoneses foram os primeiros a cuidarem da qualidade dos produtos, com preços inferiores aos do ocidente. Até mesmo os americanos e os europeus ficaram atrás e logo lançaram as normas "ISO", buscando um padrão de qualidade.

Não foram somente os processos industriais que sofreram profundas mudanças. Os processos comerciais foram obrigados a acompanhar o avanço da tecnologia e a rapidez na alteração das necessidades de consumo. 

Os meios de comunicação avançaram. Os correios, o telégrafo e o telefone foram, e ainda o são, grandes agentes do comércio regional, nacional e internacional. As distâncias foram encurtadas de forma a não ser mais necessário apertar a mão de uma pessoa para se fechar um negócio; basta discar, pressionar uma tecla ou colar um selo.

Da mesma forma, as comunicações entre empresas e governos foram agilizadas. Mas surgiu um novo aparelho que revolucionou a indústria e o comércio: o computador. Rápido e preciso. A próxima etapa foi fazer com que os computadores estivessem conectados numa rede mundial. Era só aproveitar a infra-estrutura de telefonia já existente, unindo-a com a tecnologia desenvolvida nas universidades americanas. Surgia a fórmula mágica que iria revolucionar a forma de fazer comércio.

O crescimento rápido e contínuo da internet despertou um mercado até então escondido e fez com que as empresas buscassem aproveitar as aplicações neste novo ramo. A tecnologia avança, a insegurança também. Quando se trata de comprar por meio da internet, a insegurança é ainda maior.

Cuidados a serem tomados

Entre os dez milhões de internautas brasileiros, apenas 10% realizam compras online. O principal motivo é o receio que o cliente tem em dar seus dados pessoais como CPF, RG, número do cartão de crédito, temendo que estas informações não sejam mantidas em sigilo absoluto. E com certa razão, já que são noticiados vários casos de pessoas lesadas ao comprar produtos por meio do comércio eletrônico.

Segundo Tom Venetianer, autor do livro E-commerce na Corda Bamba, os riscos enfrentados vão desde as simples invasões por hackers mirins ou profissionais em roubos e fraudes, chegando até ao terrorismo eletrônico. Muitos também não compram por medo de não receber o produto encomendado.

O fato é que isso tem preocupado não só a usuários do sistema, mas principalmente donos de sites idôneos, que estão, de certa forma, com suas vendas ameaçadas. Para isso, foi criada uma campanha que conta com a participação de 12 empresas de comércio eletrônico que pretendem convencer o internauta a comprar pela internet.

A transação online apresenta sérios riscos. Por isso é necessário tomar alguns cuidados, como só comprar em sites de e-commerce operados por empresas conhecidas, não fornecer facilmente o número do cartão de crédito para qualquer pessoa ou até conhecido, e, principalmente, não acreditar em ofertas muito generosas, pois representa também um sério risco.

Em face dos obstáculos que impedem o caminho dos compradores online, os empreendedores virtuais não devem ignorar os fatos, mas reavaliarem as questões de segurança no site. "Os donos de redes eletrônicas de comércio precisam informar com clareza ao comprador em potencial quais são as medidas que o site tomou para assegurar que as informações que ele está prestes a lhe passar serão transmitidas através de um sistema muito seguro", declara Jayme Teixeira Filho, em seu livro Comércio Eletrônico.

Se utilizarmos a comunicação para desfazer estas dúvidas, será mais fácil desfrutar das vantagens do comércio eletrônico. Num mundo globalizado onde tempo é dinheiro, comprar sem sair de casa se torna essencial. Não podemos esquecer que "nem tudo que reluz é ouro" e que aquilo que ao mesmo tempo oferece vantagens pode nos trazer sérios problemas.

                                        



criação: lisandro staut