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Mais um recurso
Ágatha Lemos
Um fato para ser noticiado, ou seja, para fazer parte de uma pauta, deve ser de interesse público e chamar a atenção. Há sempre uma intenção em se divulgar algo. E para que o objetivo da exposição de determinado assunto seja alcançado, as empresas jornalísticas e outras mídias investem em vários recursos adicionais.
As pautas frias, por exemplo, muito comum em revistas eletrônicas, como o
Fantástico, documentários, como o Repórter Record, e outros tipos de jornalismo de TV, normalmente recebem acompanhamento musical. Destaca-se o telejornalismo esportivo, como o
Esporte Espetacular, cujas notícias contam com a arte musical que acentua o desígnio do que está se tornando público.
A música, indiscutivelmente, atua sobre os sentidos humanos, ativando emoções distintas. Conhecendo esta realidade, é compreensível que os meios de comunicação utilizem a música a fim de influenciar na recepção das mensagens, mesmo que o recurso cheire a entretenimento.
Sons agradáveis ou não associados a imagens de todo gênero, respaldadas por um roteiro pré-elaborado podem intensificar e produzir sentimentos. Ritmos agitados ao lado de cenas que registram aventuras e riscos acabam por gerar adrenalina no sedentário receptor sentado em sua poltrona. Uma reportagem social ou ainda que fale de amor, com uma trilha sonora como fundo, podem fazer chorar a telespectadora emotiva.
Além destes exemplos, há também as aberturas de telejornais e programas de entrevista. Estes são caracterizados por uma música, que mesmo sendo ouvida em outros horários leva o ouvinte a associá-la ao programa correspondente.
Muitos outros motivos, se expostos, afirmam a relevância da música como recurso jornalístico. Poderia ainda ser questionados os resultados positivos e negativos da mesma. Mas, em suma, a atratividade inerente à música faz que, em muitos momentos, direcione a linha de pensamento. Ainda que seja um entretenimento.

criação: lisandro staut |
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