editorial | especial | debate | imprensa em foco| links
mídia eletrônica 
| cultura | perfil 
canal do leitor | e-mail | expediente | opinião

anteriores
| próximas edições |
inicial


Serviço completo

Thiago de Melo

A morte do papa João Paulo II se consolidou como um dos acontecimentos mais destacados dos últimos tempos. As visitas que fez a mais de cem países em todo o mundo fizeram dele uma figura carismática e constante nos meios de comunicação. 

Durante os 26 anos em que esteve no "poder", proferiu mais de dois mil discursos, encontrou-se com mais de mil personalidades políticas. Suas viagens, desde 1978, somam aproximadamente mais de um milhão de quilômetros percorridos. Realizou mais de mil audiências gerais, recebendo ao todo cerca de 16 milhões de fiéis. Em 2001, João Paulo ordenou 201 cardeais tornando o Colégio Cardinalício o mais populoso da história. O "papa dos recordes" não brincava em serviço.

A mídia no mundo todo ficou atenta às constantes crises de saúde do pontífice e sua ausência às costumeiras missas na Praça de São Pedro. Diariamente, os jornais publicaram boletins com informações sobre o estado de saúde do papa. 

Sob a direção de Carlos Nascimento, editor-chefe do Jornal da Band, a equipe de jornalismo desta emissora foi responsável por uma das mais completas coberturas sobre o papa, transmitindo todo o desenrolar do quadro clínico até sua morte. Foram vários dias de cobertura: missas, homenagens, retrospectiva dos atos de João Paulo II. Assim como as demais emissoras, a Band não ignorou a repercussão mundial que a morte do papa poderia causar no cenário mundial e religioso. Ao contrário, deu grande importância ao fato. 

Levando-se em conta que o Brasil é considerado um País católico, e que o papa é uma personalidade mundial, a Band encontrou na morte do pontífice uma oportunidade de credibilizar seu jornalismo. O conjunto de fatores que envolvem interesse público, repercussão mundial e concorrência favorecem àquelas mídias que souberem fazer a "lição de casa". O resultado de todo esse trabalho foi a fidelidade do telespectador, a credibilidade jornalística, o aumento de audiência e, conseqüentemente, o retorno financeiro.

Deve vir, no entanto, antes do "ibope" e do "bolso cheio", o comprometimento com o bem social, com a verdade e com a liberdade de pensamento e opinião. Os interesses ideológicos, políticos e econômicos de muitos meios de comunicação influenciam no resultado final das notícias, comprometendo, assim, a verdade dos acontecimentos e o resultando na parcialidade e manipulação da informação.