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Ensinar
com tecnologia
Paulo Tetzner
A exclusão é freqüente no mundo capitalista. A busca por tecnologia é fundamental para que qualquer pessoa, empresa ou nação possam crescer e se integrarem no mercado tecnológico consumista.
"No mundo da comunicação, o jornalismo científico vem gradativamente ganhando espaço na universidade e no mercado profissional, devido a crescente importância que a Ciência e a Tecnologia [C&T], nos últimos anos passaram a ter na vida dos cidadãos em todo mundo", afirma o jornalista Wilson da Costa Bueno
(ler
entrevista).
No Brasil, o programa Ver Ciência é destaque. O programa é exibido pelas manhãs de sábado às 8h, e repete na quarta-feira à meia-noite pela TV Cultura de São Paulo, desde 1994, em co-produção com a Associação Internacional Ver Ciência. "O objetivo do programa
é proporcionar um contato vivo e direto do público com as diversas áreas da Ciência e da Tecnologia ao desenvolvimento do País e à formação cultural de nosso público, privilegiando a faixa jovem e infanto-juvenil", afirmam os coordenadores do projeto Jose Renato Monteiro e Sergio Brandão.
Com audiência mensal média de 2,4 milhões de telespectadores, "o programa, através da apresentadora Lu Schievano, debate com os convidados (cientistas, professores e pesquisadores) os grandes temas da Ciência e Tecnologia para assim participar do esforço pela universalização do conhecimento, o maior patrimônio da humanidade", comentam Monteiro e Brandão.
Ver Ciência é definido como uma ação comprometida com o trabalho de inclusão social pelo conhecimento. O engajamento nesta luta pela inclusão vem envolvendo todas as esferas sociais do Brasil", falam Monteiro e Brandão. Com a idéia de inclusão pelo conhecimento, o Ministério da Educação, por meio da TV Escola apresenta o programa para 35 mil escolas públicas.
"O jornalismo científico pode contribuir para despertar a vocação científica, mas para isso, precisa mudar de rumo. Aí está uma responsabilidade que os empresários, os estudantes e os jornalistas devem assumir. A ciência brasileira precisa ser revigorada a partir de novos professores e pesquisadores que deveremos, a partir de agora, estar mobilizando. Se nada fizermos, estaremos contribuindo para que novos quadros não surjam, notadamente na chamada ciência básica. O futuro da ciência brasileira estará, definitivamente, comprometido", afirma o jornalista Wilson da Costa Bueno.

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