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Mandamentos ambientais

Angélica Maffi

Todos estão cansados de ouvir a importância do meio ambiente para a humanidade. O mundo ficou chocado diante das tristes estatísticas divulgadas pela imprensa mundial. É difícil acreditar que com todos os satélites e organizações monitorando a floresta amazônica, por exemplo, possamos ser surpreendidos por uma notícia de que foi devastada uma área maior que muitos países da Europa.

Todas as mídias mostram a preocupação com a situação desastrosa que a natureza está enfrentando. A tendência da atuação do Jornal do Meio Ambiente é atuar em prol da democratização da informação ambiental no Brasil. A organização possui uma versão impressa, com 25 mil exemplares mensais, e a versão eletrônica, com cerca de 100.000 acessos mensais. A estratégia concentra-se na formação da cidadania ambiental planetária de uma sociedade que tem acesso a informações qualificadas e as utiliza nos processos de formulação e decisão política.

Os textos expostos pelo site são de alta qualidade, pois trabalham com a ideologia de preservação do meio. Um exemplo disto é a jornalista Deise Santos que dedica-se a colunas com temas que envolvam o leitor e o façam refletir sobre suas atitudes para com a natureza.

Já argumentava James Lovelock: "Não é a Terra que é frágil. Nós é que somos frágeis. A natureza tem resistido a catástrofes muito piores do que as que produzimos. Nada do que fazemos destruirá a natureza. Mas podemos facilmente nos destruir". É lamentável reconhecer que a humanidade caminha para a sua própria destruição.

Filiadas ao grupo Jornal do Meio Ambiente estão ONGs, divididas e eleitas por regiões do País. A proposta desta união é propagar a mensagem base de sua filosofia. As campanhas realizadas por essas parcerias tratam de assuntos polêmicos como transgênicos, defesa de animais e bombas nucleares. A divulgação tem atingido seus objetivos, tanto que estão realizando um abaixo-assinado. Já outros temas, como oceano e Mata Atlântica, produzem mais influência em outros meios.

Assim como toda ONG tem sua "legislação", o Jornal do Meio Ambiente adotou seus mandamentos ambientais:

1. O direito a um ambiente limpo e a um desenvolvimento sustentável é fundamental e está intimamente ligado ao direito à vida, à saúde e ao bem estar de todos. O Jornal do Meio Ambiente deve informar o público sobre as ameaças ao ambiente - se está no nível global, regional, nacional ou local. 
2. Freqüentemente, a mídia é a única fonte da informação para as pessoas interessadas em meio ambiente. É dever do Jornal do Meio Ambiente aumentar a consciência destas pessoas nos noticiários que tratam do meio ambiente. O Jornal do Meio Ambiente deve esforçar-se para relatar diversos aspectos e assuntos relacionados com o meio ambiente. 
3. Informando o público, o Jornal do Meio Ambiente desempenha um papel vital, permitindo às pessoas recorrer à ação para proteger o meio ambiente. O dever do Jornal do Meio Ambiente está não somente em alertar as pessoas sobre os perigos que a cercam, mas também de acompanhar tais ameaças e em mantê-las informadas sobre as ações tomadas para resolver os problemas. O Jornal do Meio Ambiente deve também tentar realizar reportagens que apresentem soluções possíveis aos problemas ambientais. 
4. O Jornal do Meio Ambiente não deve ser influenciado por interesses comerciais, políticos, governamentais ou não governamental. Como regra geral, o Jornal do Meio Ambiente deve dar espaço para todos os lados envolvidos em todas as controvérsias ambientais que estiver cobrindo. 
5. O Jornal do Meio Ambiente deve manter o máximo de isenção possível, citar as fontes da informação e evitar o comentário especulativo ou alarmista, bem como a reportagem tendenciosa. A verificação das informações das fontes devem ser feitas sempre através da técnica de cruzamento, seja ela uma fonte comercial, oficial ou não governamental. 
6. O Jornal do Meio Ambiente deve promover a igualdade no acesso à informação e ajudar organizações e indivíduos a recebê-la. A recuperação eletrônica dos dados é uma ferramenta útil e igualitária neste ponto. 
7. O Jornal do Meio Ambiente deve respeitar o direito à privacidade dos indivíduos que foram afetados por catástrofes ambientais, por desastres naturais e também quando assim desejarem, em qualquer caso. 
8. O Jornal do Meio Ambiente não deve hesitar em corrigir uma informação que acreditava estar correta e na verdade estava errada, ou tentar mudar a opinião pública através de análises à luz de conhecimentos futuros.

Não agir diante de tanta informação é negligenciar as necessidades da vida. Os meios de comunicação, preocupados com um assunto tão relevante como esse deveriam ser apoiados pelo governo. Mas enquanto "a água não acaba" - tema grandemente debatido pelo site -, façamos a parte que nos cabe e fiquemos atentos a nossas obrigações.