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CBN e a imparcialidade nas eleições
Leandro de Oliveira
Com o período eleitoral, há uma amotinação por parte dos veículos de comunicação atrás de informações que sejam relevantes a seus telespectadores, ouvintes e leitores. Em todas estas ações de transmitir informações sobre os candidatos, surge a preocupação sobre a veracidade dos conteúdos apresentados. Caracterizada pelo jornalismo 24 horas, a rede CBN (Central Brasileira de Notícias), em seus diversos informativos, apresenta algumas peculiaridades.
Primeiramente, a rede CBN Brasil, faltando pouco mais de um mês para o pleito, demonstrou que informar sobre eleições é o essencial até o momento, não precisando criar uma tendência em seus ouvintes. Comentários de cronistas ligados a editorias de política e economia como Mirian Leitão, Franklin Martins e Carlos Sardenberg seguem na linha de somente analisar o governo FHC.
Seguindo, destacam-se nos principais noticiários - Jornal da CBN,
CBN Brasil, CBN Total e Jornal CBN II Edição, comandados respectivamente por Heródoto Barbeiro, Carlos Sardenberg, Marco
Aurélio e Roberto Nonato - as notícias transmitidas dos postulantes ao Planalto,
se resumem a informações de agendas, o sobe e desce das pesquisas e fatos que marcaram o seu dia.
Em nenhum momento, os apresentadores dos radiojornais opinaram a favor ou contrários a candidatos. Terceira peculiaridade é o complemento das informações que visam a orientação de seus ouvintes. Diariamente a emissora trabalha em sua grade, com alguns programetes, caracterizados por serem curtos e simples, de maneira que o ouvinte de menor entendimento no assunto "eleições" consiga compreender alguns procedimentos exigidos no ato do voto.
Até o momento, a Rádio CBN não manifestou perante seus ouvintes uma tendência a qualquer candidato
à Presidência, sua maior ênfase até aqui. O que se supõe é que a CBN não tome nenhum posicionamento, a candidatos, pois, observado como um veículo que atinge uma grande parcela da população brasileira, ela interferiria diretamente na opinião do eleitor.
Uma segunda hipótese seria de esperar uma ordem sobre o posicionamento a tomar, por parte da organização em que pertence o sistema de rádio, Organizações Globo. Dependendo desse posicionamento podemos esperar muitas atitudes, que, na maioria das vezes, em exemplos de conhecimentos gerais, não demonstrou ser a opção coerente a interesses da população.
Acreditando no jornalismo sem maquiagem e na Rede CBN de Rádio, deduzimos que manterá um jornalismo que vise sempre o melhor da informação, principalmente neste período eleitoral em que um boato é motivo para grandes especulações e crises. Na soma final, sobra sempre para os que pouco entendem do assunto: a população.

criação: lisandro staut |
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