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Influência justificada

Márcio Tonetti

A influência da mídia sobre a massa é um fato. Se ela tem esse direito ou não, ainda é para alguns uma questão polêmica não resolvida. Porém, quando se trata de "educar", os meios de comunicação são uma forma de desenvolvimento e disseminação de novas metodologias de ensino e aprendizagem. Pelo menos é o que diz o colunista Gilberto Dimenstein, membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo e editor do site Aprendiz.

Na direção de dois sites, "educar pela comunicação" é um lema para o jornalista considerado um dos mais renomados dentro e fora do País. O jornalista recebeu o Prêmio Jabuti de 1993, com o livro O Cidadão de Papel. Dimenstein é referência nas escolas brasileiras por defender os direitos da criança no que diz respeito à exploração infantil. 

Por meio de matérias e artigos publicados no site Aprendiz, fundado em 1997, além dos comentários diários na Rádio CBN, Dimenstein fala através do Jornalismo Comunitário a respeito das novas habilidades do profissional do futuro, tecnologias aplicadas à educação e sobre as responsabilidades sociais. 

Além do gênero puramente informativo, os sites Dimenstein.com e o Aprendiz, primam pela opinião pública. Este é identificado desde o início por envolver jovens e profissionais de diversas áreas "na finalidade única de 'construir conhecimento'" e "enfatizar os fatos da sociedade que pedem aprendizagem permanente". 

Cantos da "telinha"

Os temas tratados são de grande relevância, haja vista que, a saúde, o controle da natalidade, bem como a educação escolar, que encontram mercê diante dos olhos do também comentarista da TV Futura, são elementos essenciais - embora ignorados pelo governo - para tirar o País do "ápice" da ignorância nos níveis da política, da economia e das carências sociais. 

Exemplo interessante foi citado por Dimenstein em seu site (27/08/04), e também na CBN, sobre uma escola em São Paulo, a primeira do Brasil, que será instalada dentro de uma funerária, cujos alunos terão idade entre 4 e 6 anos. A sátira do comentarista veio, logo em seguida, ao afirmar que "Zé do Caixão" será o professor que dará a aula inaugural para os "Gasparzinhos". 

E
m cotrapartida, esse jornalista mostra, por um lado, que ainda não está livre das garras do monopólio da imprensa. Muitas das matérias publicadas no site são tiradas da Folha e de O Globo. Mas por outro lado, Dimenstein dá a entender que é independente e imparcial. É um ato corajoso, e ao mesmo tempo curioso, publicar matérias da Agência de Notícias do Estadão (24/08/04 e 30/08/04) num site de alguém que trabalha e faz publicidade da Folha de S.Paulo, mesmo que seja apenas um "disfarce.  

Há quem diga que Dimenstein não possui autoridade para falar do assunto, pelo simples fato de não ter um canudo na mão com a inscrição "PEDAGOGO". Mas uma coisa é certa. Gilberto Dimenstein trabalha em prol de uma sociedade do "conhecimento" e não da pura e simples "informação". 

                    



criação: lisandro staut