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Jornalismo
blefador
Jaime Edson
A imparcialidade no jornalismo é quase nula. Mesmo com essa dificuldade os telejornais procuram, às vezes, ser imparciais. A Band está buscando essa característica com o jornalista Carlos Nascimento no
Jornal da Band.
O diretor nacional de jornalismo da Band, Fernando Mitre, ressaltou a importância da nova contratação. "Começa uma nova fase do jornalismo da Band. Uma fase histórica. Agora iniciamos um novo projeto dando seqüência a uma fase muito feliz do jornalismo na casa. Para isso precisava ser dado um grande salto, que está sendo dado agora", comenta.
Carlos Nascimento acredita que o telejornalismo brasileiro precisa de oxigênio e de mudanças. Hoje o cidadão que vê televisão é muito mais exigente do que anos atrás, porque também se convencionou no Brasil que telejornalismo deve ser muito sério. Hoje não é mais. O brasileiro é bem humorado, adora uma piada, um bom papo.
A emissora tem uma linha editorial que no noticiário se destaca pela profundidade nos temas abordados. Profundidade percebida na duração das reportagens mais detalhadas, e ainda com o comentário de Nascimento e Joelmir Beting para as pessoas "formarem" suas idéias.
Depois do debate promovido pela Band entre sete dos 14 candidatos à prefeitura de São Paulo, em agosto deste ano, houve um excesso de autopromoção da emissora.
No final do evento, os repórteres foram entrevistar os candidatos: "O que o senhor (a) achou do debate?" Todos foram perguntados, mas ninguém foi ouvido, pois o objetivo era que fosse falado a respeito do trabalho da emissora em relação à democracia, quer dizer, não importava realmente que avaliação estava fazendo o político. Do mesmo modo foi há dois anos atrás, num debate entre candidatos à presidência da república.
Quando o jornalista Roberto Cabrini conduzia ao vivo o Jornal da Noite, teve ao seu lado como "âncora" o diretor de jornalismo da emissora, Fernando Mitre, para enaltecer a emissora. Já em 2002, Fernando Mitre estava junto com os entrevistados no debate, num domingo. Realmente uma "marca bandeirante".
O debate foi produtivo para a democracia brasileira. Mitre disse que nunca tinha acompanhado um debate com tanto conteúdo, e que a emissora atingiu "excelência na forma", que não houve perfeição, mas quase.
Para comprovar, comparou os debates de dez anos atrás, quando, segundo ele, os candidatos se debatiam não deixando que o oponente se manifestasse, ao contrário como os de agora, entre os quais impera o reino das normas: tempo para perguntas, para respostas, a ordem de indagação e quando o direito de defesa deve ser exercido.
"Um debate desses vai resolver as coisas?". Os jornalistas dessa forma se tornarão dispensáveis e simuladores da realidade encurtando o campo de visão da sociedade.

criação: lisandro staut |
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