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Do impresso ao online

Gabriel Ferreira

A Segunda Grande Guerra terminava na Europa. Na França, estratégias eram elaboradas para reerguer a economia, a política e a sociedade da devastação física e psicológica que as tropas hitlerianas provocaram em quatro anos de ocupação territorial. Finalmente, novos dias despontavam para o futuro da imprensa francesa que ficara estagnada devido à guerra.

Em 19 de março de 1949, era impresso o primeiro número da revista francesa de caráter jornalístico-informativo, Paris-Match. O periódico competia com as norte-americanas Life e Time. A revista francesa abordava todos os temas jornalísticos dignos de serem noticiados - políticos ou sociais - com algumas exceções para certos assuntos econômicos.

A qualidade jornalística com a qual a revista francesa noticiava e, particularmente, a qualidade fotojornalística que suas matérias espelhavam, fizeram da Paris-Match um marco para o jornalismo europeu. Com o passar dos anos, chegou a igualar-se às revistas mais vendidas no mundo como Life, Time, People, entre outras.

Os anos passaram à velocidade de um simples virar de folhas. A evolução tecnológica permitiu que a Paris-Match passasse para outro nível de abrangência. Chegava a hora da revista francesa entrar no mundo da internet. Supervalorizada pelos seus leitores, com razão, a revista conquistou com mérito a atenção da web por meio da total e perfeita exploração da foto no meio jornalístico.

O grande valor que atribuía à imagem, valeu à Paris-Match desde o seu início, o diferencial que lhe distinguiu das outras revistas impressas e online rivais. O seu site é inteiramente composto por fotos e praticamente nenhum texto complementar.

Disposições e intenções

Extremamente dinâmico e atual, o site da Paris-Match <www.parismatch.com> usa e abusa de uma disposição de informações fora do comum. A organização das fotos no site conduz o navegador facilmente ao assunto pretendido, e por isto é de se lhe tirar o chapéu.

O site é muito parecido com uma revista, só que online. A importância está na captação do real por meio das fotos. Já os pequenos textos que as acompanham, tornam-se como teasers para aguçar os navegadores a adquirirem a versão impressa da revista. Apesar da internet ainda não ter alcançado todos lares e lugares, o número de acessos é bastante alto.

O site peca por não ser traduzido em outras línguas. Ele volta-se mais para falantes da língua francesa. Para cativar o interesse dos leitores, a revista eletrônica também criou uma seção em que o internauta pode enviar fotos de sua autoria, de cunho jornalístico, para serem publicadas no site.

Todo o charme que o site da Paris-Match transmite, deve-se ao fato de possuir uma das melhores documentações fotográficas dos eventos. Com menos de uma década de existência, a revista eletrônica aborda os mais variados temas, sobre os ângulos mais inusitados e mais chocantes, por meio de suas câmeras fotográficas.

Com mais informação implícita do que explícita, a Paris-Match transmite uma imagem informativa com um poder de impacto tremendo. É impossível evitar a comunicação feita pelas imagens. Conceitos invadem a mente quase como uma violação. A imagem acaba levando ao interesse pelo conteúdo da informação. Assim aconteceu com Hitler há mais de meio século, e assim acontece ainda hoje nos meios de comunicação de massa, como a Paris-Match.

                    



criação: lisandro staut