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O raiar da informação

Caroline Ferraz

Campinas é hoje uma verdadeira metrópole. Alcançou a expansão em todas as áreas. E tal expansão é resultado do espítrito bairrista e progressista de seu povo. A cidade campineira sempre atraiu um número considerável de moradores de outras regiões, resultando na formação de favelas desafiando cada vez mais seus administradores.

O primeiro jornal que surgiu em Campinas, foi o Aurora Campineira. Foi fundado pelos irmãos João e Francisco Teodoro. Circulou pela primeira vez em 4 de abril de 1858 e tinha sua oficina instalada na rua Pórtico, atual Ferreira Penteado. Ali se estabeleceu a tipografia. Na época, a cidade tinha em sua área urbana, 9 mil moradores.

João Teodoro gostava de comprar briga. E pelas colunas de seu próprio jornal, criticava e atacava os políticos desonestos por seus feitos e mau feitos. Enfrentou grandes nomes, e por tais "ataques" sofreu perseguições e até mesmo processos.

O jornal Aurora Campineira teve poucos anos de vida. E depois dele muitos outros o seguiram, tais como O Conservador, Gazeta de Campinas, na qual Francisco Antônio de Araújo foi o primeiro redator. O Diário de Campinas, O Constitucional sob a direção de Bacharel João Gabriel de Morais Navarro, entre outros. Com o tempo, outros jornais foram surgindo e criando espaço.

Grandes nomes do jornalismo brasileiro vieram da metrópole campineira. O fundador de "O Estado de S. Paulo", Júlio de Mesquita nasceu na cidade de Campinas. Álvaro Ribeiro, fundador do Diário do Povo e do Correio Popular também nasceu na cidade, e muitos outros grandes nomes que mais tarde fariam parte do jornalismo de São Paulo.

Atualmente, os principais jornais da cidade são Correio Popular e Diário do Povo.

Associação Campineira de Imprensa

A Associação Campineira de Imprensa nasceu na Charutaria Havaneza. Era um pequeno estabelecimento comercial freqüentado por jornalistas, que se reuniam para trocar idéias e discutir assuntos do dia. Essa associação foi idealizada pelo professor Roberto de Souza Pinto, que inicialmente atraiu os redatores e repórteres dos únicos jornais existentes para a formação do primeiro quadro de associados. 

No dia 10 de maio de 1927, após várias reuniões, a Associação Campineira da Imprensa foi fundada. Tendo como eleito a presidência, o professor Roberto de Souza Pinto, e o jornalista Leopoldo Amaral como presidente de honra.

Após muita dificuldade e luta ao longo de sua história, a Associação Campineira de Imprensa, encontra-se perfeitamente consolidada como uma das mais influentes associações jornalísticas do Estado de São Paulo. 

                    

criação: lisandro staut