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Jornalismo amarelo

Caroline Ferraz

Joseph Pulitzer era filho de negociante. Imigrou aos Estados Unidos em abril de 1864 e se estabilizou em Saint Louis. Trabalhou como bobo da corte, encarregado de mula entre outros cargos, tudo isso antes de começar a estudar inglês na Biblioteca Mercantile. Ele foi recrutado por Carl Schurz em 1868 para seu diário, o Westliche Post

Pulitzer juntou-se ao Partido Republicano e foi eleito no Estado de Missouri. Como muitos, ele suportou Horace Greeley, de encontro a Ulysses Grant, candidato oficial. Apesar de todos os esforços, Grant ganhou a eleição presidencial por 286 votos a 66.

Em 1872, Pulitzer podia comprar o St. Louis Post, mas era arriscado. Ele o comprou, juntamente com o St. Louis Dispatch, seis anos mais tarde. Pulitzer então combinou os dois jornais, usando-os como ataque ao governo, por sua corrupção. 

Pulitzer tornou-se um homem rico e pode adquirir o New York World. O jornal perdia muito dinheiro por ano. Então, Pulitzer, concentrou o jornal em histórias de interesse humano e em material sensacionalista. Ele também usou o New York World para advogar um programa de reforma.

Depois de dois anos que Pulitzer havia comprado o New York World e convida Richard Outcault para que fosse um de seus artistas. Outcault se baseava na vida real e seus desenhos eram extremamente populares. As vendas alcançaram 600 mil exemplares, tornando-o o jornal de maior circulação no país. 

Em 1887, Pulitzer chama Nellie Bly, jornalista do jornal Pittsburgh Dispatch. Abrindo um caminho para a idéia de um relatório investigativo, escrevendo artigos sobre a pobreza e circunstâncias de Nova York. Pulitzer queria desta maneira, mostrar como a cidade precisava de reformas e mudanças.

Em 1890, Pulitzer se retirou do cargo de editor-chefe do New York World, tendo apenas 43 anos. Mas não deixou de cuidar de seus outros jornais. O jornal começou a produzir suplementos coloridos em 1896 e Richard Outcault produziu um novo cartoon, chamado de Garoto Amarelo, que fez muito sucesso, tornando-se popular e muito requisitado. Foi nessa época que Pulitzer empregou a George Luks para produzi-lo.

Seu concorrente, William Randolph Hearst, desejando comprar o novo cartoon, reduziu o preço do jornal a um centavo e incluiu seções coloridas. Os jornais de Pulitzer, New York World, e de Hearst, New York Journal, se envolveram em uma "guerra", que ficou conhecida como a do "jornalismo amarelo". Eles promoviam juntos o uso de esquemas obscuros, histórias mal-apuradas e fictícias, abusando muito do sensacionalismo. 

Pulitzer continuou promovendo o relatório investigativo. Em 1909, o New York World expôs uma fraude de quarenta milhões de dólares dos Estados Unidos para o Canal do Panamá francês. Então, o governo de Theodore Roosevelt e o banqueiro John Morgan o processaram. De qualquer maneira, Pulitzer saiu com o gostinho da vitória, pois fez vingar a liberdade da imprensa quando os governos apenas dissimulam os incidentes.


                                        


                       

criação: lisandro staut