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Quebrando
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Karen Alves
Contrastando a
Revolução de 1930 com as revoluções na comunicação, tornou-se inevitável a transformação do rádio num instrumento de luta política para a
construção de um Brasil moderno. A economia do Brasil crescia atraindo investimentos estrangeiros. Empresas multinacionais se instalavam no
Brasil e, com elas, aparelhos e tecnologia de última geração faziam crescer as indústrias elétrica e fonográfica. Além de
comandar a tecnologia do País, as multinacionais foram as primeiras empresas a utilizar o rádio como instrumento de publicidade.
O final da década de 1930 marcou a consolidação das emissoras de rádio. Elas transmitiam programas esportivos, de humor,
radionovelas e noticiários. Em 1938, foi criada A Voz do Brasil. A partir de 1939, com o início da
2.ª Guerra Mundial, o rádio passa a ter um papel fundamental na transmissão de notícias e fatos diários.
Na época, a legislação brasileira não permitia que textos comerciais ocupassem mais de 10% da programação, o que dificultava a sobrevivência financeira das rádios. As emissoras tinham programas patrocinados por anunciantes e não intervalos comerciais, como se vê hoje.
Investimentos
Devido ao aumento do número de anúncios, as rádios cresceram. A Rádio Nacional passou a fazer parte do governo federal, em 1940. Em 1942, a emissora transmitia programas para todo o País. Isso devido à inauguração da primeira emissora de ondas curtas do Brasil, o que tornou ainda mais atrativa para os patrocinadores.
Nos anos 1940 e 1950, ser cantor ou ator de uma grande emissora era o suficiente para que o artista conseguisse sucesso em todo o
País, obtendo destaque na imprensa escrita e até mesmo freqüentando os meios políticos.
Em 1940, a Rádio Nacional passou a fazer parte do Patrimônio Nacional, de acordo com o decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas proporcionando um novo formato à programação, sob a direção de Gilberto de Andrade.
A emissora continuou a ser administrada como uma empresa privada. Era sustentada financeiramente pelos recursos procedentes da venda de publicidade, embora o
tratamento dispensado a outras emissoras estatais fosse diferente.
Com a popularização da televisão, no final da década de 1950, o apogeu do rádio chegou ao fim sendo obrigado a rever seus programas e redefinir objetivos. O declínio da Nacional, que se iniciara com a inauguração da televisão, acentuou-se de forma definitiva com o
golpe militar de 1964 que afastou 67 profissionais e colocou sob investigação 81. Em 1972, os arquivos sonoros e partituras utilizadas em programas da
rádio foram doados ao Museu da Imagem e do Som (MIS).
A Rádio Nacional do Rio de Janeiro foi reinaugurada no dia 3 de julho de
2004, quando terminaram as obras de restauração. A iniciativa de recuperação partiu da
Radiobras em parceria com a Petrobras. As obras de reforma e de instalação de novos equipamentos tiveram início no ano passado, com orçamento total de 2,5 milhões de reais.
criação: lisandro staut
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