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Unidos
pela comunidade
Paulo
Henrique Mondego
Desde 1910 existem jornais de bairros em São Paulo. Porém, não se dava a devida atenção a esses pequeninos que comunicavam principalmente a comunidade próxima. Preocupados em preservar e promover a integração entre os jornais de bairro, um grupo de pessoas objetivando o avanço da comunicação em pequenas comunidades resolveram criar uma entidade que protegesse esses veículos.
Somente em 28 de abril de 1971, a Associação de Jornais de Bairro (Ajorb) foi fundada numa reunião em que estiveram presentes os principais diretores e presidentes de jornais de bairro de São Paulo. Na ocasião da cerimônia, esteve presente também o jornalista Boris Casoy, que na época era assessor de imprensa da Prefeitura de São Paulo. A partir daí, começou a notar a importância de um jornal voltado exclusivamente para a sua comunidade.
No mesmo dia em que foi fundada ficou decidido quem faria parte da diretoria da Ajorb. Durval Quintiliano de Oliveira, da
Gazeta de Pinheiros foi o primeiro presidente a dirigir a associação. A diretoria determinou que fosse enviado um comunicado as autoridades dando conhecimento a fundação dessa nova entidade. A partir daí, todo jornal que circulasse em um bairro ou uma região da cidade de São Paulo, com no mínimo dois anos de circulação ininterrupta, que comprovasse a regularidade da sua periodicidade, estivesse sujeito ao código de ética da
Ajorb e que fosse aprovada a sua admissão em reunião de diretoria poderia se afiliar
à organização.
Hoje o atual presidente da Ajorb, Egydio Coelho da Silva, diz que a associação tem a função de defender e representar esses veículos. "A entidade não privilegia este ou aquele grupo de jornais. Objetiva sim, representar todos os veículos com muita transparência: esclarecendo sua periodicidade e penetração nos bairros onde circulam". Para um Estado do tamanho de São Paulo, jornais desse tipo contribuem
significativamente para o avanço da notícia, seja ela de onde vier.
Com 33 anos de existência, a Ajorb representa hoje mais de 40 jornais apoiados pelo governo e principalmente pela população, alcançando seu principal objetivo. Em comparação com outros jornais de expressão no mercado - Estadão e
Folha -, estes "pequenos" jornais conseguem a atenção de 53% da população da grande São Paulo. Isto significa que, não é só jornal de grande capital que faz notícia.
Prova disso, é o grande interesse de políticos em divulgar propagandas nestes jornais. Os órgãos governamentais e políticos, ao anunciar nos jornais de bairro, obtêm uma comunicação rápida e efetiva com os formadores da opinião no bairro. Além disso, sua mensagem será lida pela maioria dos moradores. Está mais do que comprovado que tais veículos, embora pequenos no tamanho, são grandes na capacidade de noticiar, divulgar e servir a comunidade.
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