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Dos primórdios do século XX

Neanis Lutzer

O desenvolvimento da ciência e da cultura se renova a cada dia, e com elas, as revistas vão no embalo. Muitos são os periódicos que trazem informações relevantes ao leitor, mas não tem lembrança de outros impressos que iniciaram parte da história da imprensa algum dia.

De cem anos para cá, as mudanças nas revistas foram contínuas. Com a proliferação dos escritores e literatos, surgiu a necessidade de se criar algumas páginas que envolvessem suas obras e, além disso, informações sobre atualidades da época principalmente políticas. Assim, as revistas do início do século XX se empenhavam neste trabalho. Elas passaram por um momento literário e, ao mesmo tempo, muito críticas.

O desenvolvimento da parte gráfica tornou muitos sonhos possíveis. Um exemplo disso é a revista A Semana, fundada por Álvaro de Tefé. Começou a circular em 20 de maio de 1901, desenvolvendo papel pioneiro, ocupando-se principalmente com as atualidades sociais, políticas e policiais. Era uma revista alegre, elegante e com muitas ilustrações. 

Sob a direção de Carlos Malheiros Dias, a partir de 1915, torna-se mais uma revista feminina, com outra feição. Mas acaba competindo com O Malho, criada em 1902 e com a revista Kosmos, de 1904.

O Malho começou a veicular em 20 de setembro. Fundado por Luís Bartolomeu, era caracterizada por seu conteúdo humorístico. Entretanto, a partir de 1904, competindo também com a Kosmos, passou a ser uma revista de caráter político, com a colaboração de Olavo Bilac, Pedro Rabelo, Emílio de Rebelo e outros mais. Nos tempos da velha República, O Malho foi uma das mais prestigiosas revistas de crítica.

Já em 1908, foi fundado o periódico que caracterizaria a época, na fase em que a literatura e a imprensa se confundiam em suas atividades. A Careta, fundada por Jorge Schimidt, realizava juntamente com a Kosmos, a tarefa de tornar a revista um órgão dos parnasianos, enquanto outra competidora, a Fon-Fon, era dos simbolistas.

Algumas entraram para a história, mas logo saíram, como O Avança, de 1908, O Albor e O Gato, de 1911, A Caricatura, de 1913 e outras mais. No entanto, é importante salientar que cada uma, por pouco tempo de sobrevivência que possa ter estabelecido na sociedade, manteve sua participação tanto na literatura quanto na imprensa de cunho informativo. 

Pelas muitas revistas já criadas no século passado, nota-se a grande necessidade que a sociedade denota em querer além de mais informação, mais cultura.

                   

criação: lisandro staut