|
|
|
editorial |
especial | debate |
imprensa
em foco|
links |
mídia eletrônica |
cultura | perfil |
olho vivo | canal do leitor
| e-mail | expediente
| nostalgia
|
anteriores | próximas edições | inicial
Ambientalista
em ação
Carolina Riguengo
Um jornalista adepto de causas que envolvam a defesa ambiental. Esta é uma explicação bastante simples para um jornalista de currículo bastante extenso. Ações minimizam qualquer explicação teórica para o que fez Washington Novaes.
Foi desde colunista a editor no meio impresso brasileiro, em jornais
Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil, Correio da Manhã, Última Hora, Jornal do Brasil e as revistas
Veja e Visão. Resolveu também experimentar o meio televisivo. Para isso, foi comentarista do programa
Globo Ecologia durante sete anos, dos telejornais da Rede Bandeirantes e da extinta Manchete, além de editor-chefe do
Globo Repórter e editor do Jornal Nacional, ambos da Rede Globo.
Sua maior atenção agora é para as questões ambientais. Novaes é supervisor geral da revista semanal
Repórter Eco, exibida pela TV Cultura, e também consultor de meio ambiente da emissora. Mas, trabalhando no impresso, tomou gosto pela coisa e ainda mantém-se como colunista. Escreve para os jornais
Estado de S.Paulo e O Popular, de Goiânia.
Washington Novaes é o patriarca do Relatório Brasileiro para a Convenção da Diversidade Biológica. Foi ele quem sistematizou a Agenda 21 brasileira que era um plano de ação para ser adotado mundialmente. Em todas as áreas em que há atuação do homem no meio ambiente, organizações do sistema das Nações Unidas, governos e a sociedade civil são os principais alvos da Agenda 21.
Como a Agenda 21 não deu certo, Novaes reforça o projeto brasileiro da mesma, que se arrasta desde 1997. Em artigo para o
Estado de S. Paulo em 7/1/2000, o jornalista afirmou que "a sustentabilidade será produto da sociedade toda ou não acontecerá. Ela terá de começar decidindo como o País se situará no processo da globalização, na chamada era do conhecimento". E, para isso, ele acredita muito no Brasil.
A série Xingu, apresentada pelo Repórter Eco, é um grande destaque dos documentários de Novaes. Ressalta-se também
Primeiro mundo é aqui, programa no qual se destaca a importância da ecologia no Brasil.
Herói do Xingu
Contra os vilões da história, Novaes, o herói do Xingu, lutou pela conservação do parque indígena.
Porque desde a criação do parque, os xinguanos lutam pela preservação de seu estilo de vida que sempre esteve ameaçado. Os 22 mil quilômetros quadrados do Xingu são hoje uma ilha de biodiversidade. Lá, existe uma concentração de plantação de soja e pastagens, ao lado de exploração de madeira, sendo por vezes ilegais e outras legais. Além disso, é uma região de muito garimpo.
Fatores como estes contribuem para a dificuldade de vida dos índios. Toda a vegetação das margens do rio está ficando carregada de alguns tipos de poluentes e agrotóxicos. Muitos peixes têm morrido fora e dentro do parque e a vida dos índios está se comprometendo por tanta poluição. Faltam
ainda recursos para tratamento de desintoxicação. Como "desgraça pouca é bobagem", uma barragem para uma hidrelétrica num dos formadores do Xingu está sendo construída. Isso fatalmente trará mais problemas para os xinguanos.
Vendo os índios em apuros, Novaes com seu espírito de defensor da "mãe natureza" planejou em uma reunião com os atores do drama uma campanha de recuperação e proteção das matas.
Nosso país tem um compromisso constitucional com a proteção dos índios e a isso o jornalista se apegou. Além de proteger seres humanos era também uma questão de proteção da nossa cultura e da ciência, já que o Xingu é uma área de biodiversidade muito rica.
Brasil consciente
A questão do meio ambiente no Brasil já saiu dos planos para a prática em vários aspectos, mas ainda falta muito para chegar ao ideal. O que é preciso para o avanço? O envolvimento de todas as políticas públicas. Planejamentos feitos por empresários e pelo próprio governo deveriam ter essas questões como princípio, porque elas acontecem concretamente, entre os seres vivos e o meio ambiente. É preciso medir as repercussões dos atos e não deixar para se preocupar só depois que o estrago já foi feito.
Novaes acredita na filosofia de que deveria existir o poluidor-pagador. Assim o cuidado com o meio ambiente aumentaria.
Sendo tão poderosa a influência da mídia de massa, seria pertinente a mobilização para a consciência de que as pessoas precisam da cultura, mas também da natureza. Mesmo porque os seres humanos precisam de água, sais minerais e ar puro - de preferência, para sobreviver.
"Todos os serviços que a natureza presta teriam um valor muito superior ao PIB mundial, se este fosse contabilizado tomando por base o que custaria repor um desses elementos por ações humanas", afirmou Washington Novaes em uma entrevista para revista eletrônica
ComCiência.
A postura do ser humano diante da natureza deve ser mudada. Os alertas para o caos estão disponíveis em vários veículos. Mas a lamentação não contribui para nada. É preciso que cada um faça a sua parte para a preservação das riquezas naturais.
|
|