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| Breves pitadinhas | |||||||
| Carina Bentlin | |||||||
| Colocações usadas para ilustrar uma visão, uma opinião... Pérolas são inevitáveis, ficando no mínimo engraçado. “Às vezes acho que a Amazônia é igual àquele vidro de água benta que tem na igreja: todo mundo acha que pode meter o dedo”, Lula sobre o desmatamento na Amazônia. Uma área equivalente ao tamanho de um campo de futebol vem ao chão na Amazônia a cada dez segundos, informou o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Bom, isso não tem graça nenhuma. Mas em outra, Lula foi um tanto poético. Olhe que beleza: “muitos dos dedos apontados contra a energia limpa dos biocombustíveis estão sujos de óleo e carvão”, defendendo o etanol. Faltou uma foto do presidente acenando com a mão que falta um dedinho (humor negro). Aliás, a palavra dedo tem sido bastante usada por ele! Andressa Soares, a “Mulher Melancia”, se indispôs com o conceituado fotógrafo J.R Duran, que chamou a atenção dela num ensaio. Ela disse “vai com calma, agora sou famosa, sou estrela”. A foto ilustra bem o porquê do carinhoso codinome da moça. Se o cérebro da garota tivesse um pouco do tamanho de suas nádegas, talvez teríamos a mulher mais bem dotada de massa encefálica de toda a história. Lula poderia dizer “nunca antes, na história deste país...”. Além de dançar a “música do creu”, esta senhorita faz algo mais? Lula não sai das notinhas da IstoÉ... Figura carimbada mesmo. Uma nota sobre o aniversário do programa Brasil Sorridente, onde o governo dirá que a assistência odontologia à população de baixa renda fez com que as extrações dentárias diminuíssem. Aí, a cutucada cheia de malevolência: “25% dos brasileiros são banguelas”. Lula não tem dentes no país dos banguelas, ou, quem tem um dente no país dos banguelas é rei. Imagine se Lula usasse dentadura ou algo do tipo. Seria o cúmulo! Nos assuntos sérios, muita parcimônia. A reportagem principal sobre a interferência em negócios privados, da ministra Dilma Roussef não permite um ar mais leve. Também não combinaria com Dilma, apelidada de a “mão pesada”. As pitadas de humor encontradas na IstoÉ não deixam de provocar uma sátira camuflada. Os assuntos menores abrem esta brecha. Humor propriamente vindo da IstoÉ, não há. O humor fica por conta de declarações, fatos, enfim, por quem é notícia, quem recheia as páginas. |
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